Curso: Sexualidade para ajudar na reabilitação de pacientes

Atividade cerebral e atividade sexual estão ligadas. Na revista NeuroRehabilitation, especialistas explicam como a sexualidade pode ajudar na reabilitação de pessoas com doenças neurológicas ou sequelas neurológicas.

A reabilitação é um processo longo e complexo para pessoas com doenças neurológicas. Na revista NeuroRehabilitation, especialistas em neurossexologia, uma disciplina emergente focada na relação entre o cérebro e a atividade sexual, explicam como a sexualidade afeta a reabilitação de pacientes com diferentes condições neurológicas. Demência, por exemplo, ou traços de acidente vascular cerebral.

Sexualidade, desafio da qualidade de vida

Pouco a pouco, a comunidade científica tornou-se consciente da importância da sexualidade em pessoas com distúrbios cerebrais.
Entender essa importância é poder avaliar as consequências negativas de certas doenças neurológicas na sexualidade. E assim, trabalhe em tratamentos para resolver esses problemas. O objetivo é, em última análise, melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Leve em conta a comunidade LGBTQA

Os especialistas recomendam adaptar a abordagem dos distúrbios cerebrais de acordo com a sensibilidade sexual dos pacientes. Para criar um local seguro para as pessoas da comunidade LGBTQA (lésbicas, gays, transexuais, homossexuais ou assexuais).
"As necessidades de pessoas LGBTQA com distúrbios neurológicos são negligenciadas na prática clínica e na pesquisa. Essa invisibilidade reflete a exclusão histórica dessas pessoas, e isso cria desigualdades no acesso aos cuidados de saúde ", diz Alexander Moreno, médico da Universidade de Quebec, em Montreal.
Os autores do estudo publicaram vinte recomendações para orientar os profissionais de saúde em direção a um melhor gerenciamento de pessoas LGBTQ com doenças neurológicas.

Adaptar a abordagem terapêutica de acordo com o distúrbio

Revendo quase 2000 estudos científicos, os especialistas identificaram doenças para as quais era necessário melhorar o manejo.
É o caso, por exemplo, de pacientes que sofreram uma lesão cerebral adquirida (LCA) durante a infância ou uma lesão cerebral traumática.

A idade é um fator importante, porque o relacionamento com o corpo e a sexualidade muda. Além disso, após 40 anos, os pacientes não se queixam mais de disfunção sexual.