Como as ondas do telefone celular afetam a memória dos adolescentes?

Segundo um novo estudo suíço, as ondas eletromagnéticas liberadas pelos telefones celulares podem ter um efeito prejudicial no desenvolvimento da memória na adolescência.

Fertilidade abatida, câncer no cérebro ... Faz vários anos desde que ouvimos tudo sobre campos eletromagnéticos, regularmente presos por vários gurus do bem-estar. Recentemente, a ciência também está interessada em ver se essas ondas, cada vez mais presentes em nossas vidas diárias por causa da tecnologia, podem ter impactos em nossa saúde.

E de acordo com um estudo recente do Swiss Health Institute TPH e retransmitido pelo jornal Tempo Quinta-feira, 19 de julho, a radiação liberada por nossos telefones celulares pode afetar o desenvolvimento da memória dos adolescentes. Este trabalho será publicado na íntegra na segunda-feira 23 de julho na revista Perspectivas de Saúde Ambiental.

Por um ano, os pesquisadores submeteram 700 jovens suíços de 12 e 17 anos a vários testes de memória no computador. Resultados: Eles identificaram uma "queda significativa" no desempenho da memória, localizada no hemisfério direito do cérebro, em participantes que usavam o celular na orelha direita. "Isso pode sugerir que as ondas absorvidas pelo cérebro são responsáveis ​​pelas associações observadas", diz Martin Röösli, autor do estudo.

Por outro lado, enviar mensagens SMS, jogar ou navegar na Internet em seu telefone expôs o cérebro a radiação eletromagnética muito fraca e não foi associado pelos pesquisadores a nenhum problema de memória entre os jovens.

São necessários mais estudos

Como essas experiências são relativamente novas, Martin Röösli recomenda mais pesquisas sobre esse assunto para descartar a possível influência de outros fatores nos assuntos. "Por exemplo, esses resultados poderiam ter sido afetados pela puberdade, que afeta o uso do telefone celular e o status cognitivo e comportamental dos participantes", explica ele.

Este estudo, no entanto, segue a mesma direção de outro realizado a pedido das autoridades públicas francesas em julho de 2016, onde especialistas da Agência Nacional de Segurança Alimentar, Meio Ambiente e Trabalho (ANSES) alertado sobre os perigos das frequências de rádio em crianças. Os pesquisadores então demonstraram "possíveis efeitos nas funções cognitivas" dos jovens estudados, como memória, atenção, habilidades psicomotoras ou linguagem. "Os efeitos observados no bem-estar podem, no entanto, estar mais relacionados ao uso de telefones celulares do que às frequências de rádio que emitem", observou ANSES.

No mesmo ano, uma pesquisa da Odoxa mostrou que quatro em cada dez franceses estavam preocupados com os possíveis riscos associados ao uso de telefones celulares. Enquanto espera para saber mais, é recomendável telefonar com moderação e, quando os filhos o fizerem, incentive-os a usar um fone de ouvido, viva-voz ou alto-falante. "Especialmente se a qualidade da rede for baixa e o telefone atingir o volume máximo", fatia Martin Röösli.