O cão ajuda no tratamento de crianças com distúrbios de linguagem

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Praga mostrou que a presença de um cão melhora a terapia de crianças com disfasia. Esta é a "mediação animal" durante a terapia da fala.

A "mediação animal", ou "cinoterapia", melhoraria a terapia dos distúrbios de linguagem das crianças, de acordo com um estudo realizado por fonoaudiólogos.
Foi realizado em 69 crianças de 4 a 7 anos de idade, portadoras de disfasia e problemas de comunicação que dificultam a expressão oral, além de perceber e entender.
Os resultados do estudo foram publicados na revista Anthrozoös.

Uma doença rara

No total, a disfasia afeta 2% das crianças. A única terapia possível é a terapia intensiva da fala. Os pesquisadores conduziram seus estudos por dez meses após as crianças durante o tratamento. Este último testou duas terapias: uma com cães e outra sem. Enquanto nos dois casos eles notaram uma melhora na situação das crianças, foi mais importante naqueles que usavam um cachorro.

No estudo, pesquisadores da Universidade de Praga usaram Agata, um cachorro do Peru e treinado para obedecer às ordens da criança. Este último teve que aplicar em sua pronúncia o cão para sentar, ficar de pé ou deitar-se. Exercícios físicos envolvendo engatinhar, passar por cima do cachorro e tocar também foram realizados.

Menos estresse, papel mais ativo

Os autores do estudo explicam que a presença de um cão reduz o estresse nas crianças durante a terapia, acalma os relacionamentos com fonoaudiólogos e incentiva as crianças a ter um papel mais ativo durante a terapia, incluindo atividades que envolvem o cachorro

Na França, desde 2010, o hospital psiquiátrico de Amiens introduziu a "cinoterapia", ou seja, o uso de um cão como mediador no tratamento de doenças humanas. Esta abordagem não é validada pelas autoridades de saúde